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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Alvor - História


Alvor é uma vila pitoresca no Algarve. Esta localidade encantadora conserva ainda muitas das suas raízes mouras devido ao facto da região ter sido controlada por Mouros durante vários séculos. O próprio nome de Alvor é bastante parecido com o seu velho nome mouro: Al-Bûr.

Alvor só seria conquistada pelos portugueses no ano de 1189, ano em que os exércitos do rei D. Sancho I foram finalmente capazes de tomar o Castelo de Alvor. O castelo ainda hoje lá está juntamente com as igrejas medievais.

Esta vila de pescadores com origens marítimas é profundamente religiosa. Localizada na parte ocidental da costa sul de Portugal, as principais actividades económicas de Alvor são a pesca, a restauração, o comércio e o turismo. As tradicionais casas algarvias, ruas estreitas e pequenas e o Rio de Alvor fazem deste um destino de férias tranquilo e livre de preocupações.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Férias em Alvor


Alvor é agora um destino de férias muito popular. Nas suas ruas estreitas mantiveram-se as suas características antigas ou seja com um desenvolvimento mínimo. 

Muitas destas ruas têm bares com música ao vivo e diferentes tipos de restaurantes, mas na saída destes, existem ainda as memórias mais velhas de pesca da vila. Na zona existem um número de resorts de férias que os turistas gostam de visitar a cidade e suas atracções.

A vila está localizada em frente a uma lagoa natural para o mar. Poderá escolher entre uma praia arenosa aberta ou um número de pequenas enseadas escondidas sob as falésias.

Se gosta de ter quilómetros de areia só para si ter a oportunidade para espalhar a toalha onde você quer, então nós garantimos que você vai se apaixonar com a praia de Alvor.

Para os amantes da vida nocturna, as atmosferas vivas de Alvor e Praia da Rocha em Portimão será ideal para si.
 Fonte: www.alvor.com

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Alvor - Terra de Turismo


Alvor é uma típica vila piscatória que beneficou com o crescimento do turismo. Hoje em dia Alvor, com os seus hotéis e as bonitas moradias de Verão, é um dos centros turísticos mais visitados do Algarve.
A Ria de Alvor, uma das áreas húmidas mais importantes do Sul de Portugal, é um santuário natural que merece todo o respeito e todos os esforços de preservação. Esta área delicada de Portimão é usada por aves migratórias (como a garça-real, a andorinha do mar, o falcão e a cegonha branca) como local de passagem e ponto de descanso e alimentação.
Nesta vila, apesar do crescimento turístico que se tem verificado, ainda é possível ver pescadores trazer a sua pescaria diária para o antigo cais.
Alvor conta também com uma nova marina e numerosas facilidades modernas para turistas. As ruas estreitas da zona velha albergam um sem-fim de restaurantes atractivos e, tal como é esperado em terra de pescadores, o peixe é o prato da especialidade.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

História da Freguesia de Alvor


Tradicionalmente um lugar de vocação marítima e piscatória, dependente da benevolência ou dos desfavores do mar, Alvor é na actualidade uma importante estância turística virada para o futuro, face a uma imparável expansão demográfica e um crescente desenvolvimento económico e social. Segundo alguns estudiosos na actual Alvor terá sido fundado em 436 a. C, pelo general cartaginês Aníbal Barca, um entreposto comercial com o nome de Portus Hannibalis. 

Contudo, o povoado primitivo nasceu e desenvolveu-se junto ao mar, no local chamado de Vila Velha, onde existiu um castro celtibérico da Idade do Ferro, com domínio sobre o rio, que se crê ser a importante cidade de Ipses, que teve direito a cunhar moeda, depois absorvida pela Romanização, cujos vestígios já foram comprovados pela Arqueologia. Tomada pelos mouros em 716, a aldeia passou a chamar-se de Albur (campo inculto) e ganhou um imponente castelo de que hoje apenas restam alguns troços. Este bastião foi conquistado por D. Sancho I, a 3 de Junho de 1189, com o auxílio dos Cruzados mas, perdido dois anos depois, só foi definitivamente reconquistado em 1250. Reedificado por D. Dinis em 1300, serviu durante cerca de 500 anos de fortificação militar de defesa da costa, contra os piratas e corsários, até ser derrubado pelo Terramoto de 1755. Por carta de D. Afonso V, datada de 22 de Maio 1469, Alvor foi erigida em condado e senhorio a favor de D. Afonso, conde de Faro. Todavia, o condado não teve continuação visto este nobre ter sido implicado na conspiração contra D. João II, em 1483/84, revertendo, por isso, de novo para a coroa. Alvor aparece estreitamente ligada ao rei D. João II, que aqui morreu em 25 de Outubro de 1495, no palacete «sumptuoso» de Álvaro de Ataíde, na Rua do Poço, desenganado dos banhos hidromedicinais das Caldas de Monchique. Por vontade expressa do Príncipe Perfeito, dias antes de morrer, Alvor seria elevada a vila por D. Manuel, por carta de 28 de Fevereiro de 1495, acto confirmado por outro diploma datado de 28 de Dezembro de 1498, sendo então desligada de Silves. Nas últimas décadas do século XV havia em Alvor uma judiaria, à semelhança de outras terras importantes do Algarve. 


A Igreja Matriz foi levantada nos primórdios do século XVI, sob auspícios dos Ataíde, alcaides-mores da vila, donatários de avultados privilégios e senhores de boas rendas, sendo provável que tenha sido erigida por Álvaro de Ataíde (filho), que foi alcaide a partir de 1497. 

Desta época de prosperidade será também a Santa Casa da Misericórdia, embora o primeiro documento que sobre ela existe esteja datado de 1652. Segundo João Baptista da Silva Lopes, a vila só teve foral no tempo de Filipe I, datado de 13 de Dezembro de 1585. Frei João de S. José, em 1577, apresenta Alvor como uma terra afortunada dizendo que na vila «entram barcos, naus e navios carregados». Anos depois outro autor, Henrique Fernandes Serrão (1606), refere-se aos seus duzentos e quarenta fogos, ao seu castelo guarnecido de «grossa artilharia», às ruínas de uma antiga fortaleza que servia de pedreira para outras construções, à abundância de peixe e marisco, marinhas de sal, «vinhos afamados», passas e trigo. Menciona também as povoações de Montes de Baixo e Montes de Cima, ou dos Freires, uma importante família nobre local. Por carta régia de D. Pedro II, datada de 4 de Fevereiro de 1683, a vila de Alvor foi novamente erigida em condado, na pessoa de Francisco de Távora (f.1710), nobre que ocupara altos cargos e se distinguira na Batalha de Montes Claros. O título passou depois para Bernardo de Távora (2.º conde), e Luís Bernardo de Távora (3.º conde) em quem se extinguiu devido ao processo e suplício dos Távora em Belém, a 13 de Janeiro de 1759. Todavia, a supressão do condado não impediu que a rentável alcaidaria-mor continuasse na Casa de Cadaval. O Terramoto do 1.º de Novembro de 1755 e os embates do terrível maremoto que penetrou vila adentro, arrasou casas, e derrubou o castelo, a torre do Facho e a ermida de Nossa Senhora da Ajuda. A igreja matriz ficou rachada e morreu apenas uma pessoa. A onda devastadora alterou completamente o rio e fez baixar a população para cerca de mil habitantes. O revés sofrido pelos Távoras provocou a supressão do condado e a incorporação dos seus bens na Casa das Rainhas, até 1773, ano em que o termo foi integrado como aldeia e freguesia no concelho de Portimão. O rei D. Sebastião visitou o concelho de Portimão entre o Sábado 24 e Terça-feira 27 de Janeiro de 1573, tendo estado em Alvor no dia 24, e também a 25, quando foi visitar as casas (então arruinadas) onde em 1495 morreu D. João II. A alcaidaria-mor de Alvor pertencia então ao conde de Odemira. João Baptista da Silva Lopes (1841) apresenta a aldeia como «grande e rica», com ostras e amêijoas no rio e campos bem cultivados. A barca de passagem continuava a ser de donatário e colmatava a falta de uma ponte. Refeita do cataclismo de 1755, a aldeia acusava em 1900 uma população de 3014 almas. Os pescadores de Alvor possuíram em tempos um Compromisso, que estava instituído na ermida de N.ª Senhora dos Prazeres e já existia em 1754. Na actualidade Alvor voltou a ser extensa, lembrando os tempos áureos de antes do Terramoto, em que «os três ferreiros da terra não se ouviam uns aos outros». A Restauração do estatuto e dignidade de vila (mas não de concelho) deu-se a 14 de Abril de 1988, através da Lei 42/88, uma vez que a constante expansão demográfica e o seu desenvolvimento económico, cultural e social assim o exigiam.

Gentilmente cedido por: @ José Rosa Sampaio


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Dados gerais de Alvor


Alvor é uma freguesia portuguesa do concelho de Portimão, com 15,25 km² de área e 4 977 habitantes (2001). Densidade: 326,3 hab/km².  

Terra de tradição marítima e piscatória, de profundas crenças religiosas, assinaladas pela Igreja Matriz, donde se destaca o seu pórtico principal de grande riqueza decorativa, esteve desde sempre sujeita aos fortúnios da faina e infortúnios do mar. Hoje, paralelamente com a pesca de cariz artesanal, a restauração, o comércio e o turismo são as actividades económicas principais. 

Alvor é muito conhecida pelas suas praias e pela sua aldeia piscatória junto à foz do rio. Aqui faleceu, em 25 de Outubro de 1495, el-rei de Portugal D. João II. Pouco tempo depois, D. Manuel elevou-a a vila sede de concelho, estatuto que viria a perder no início do século XIX. O pequeno município era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 1 288 habitantes. 

Limites da freguesia – Mexilhoeira Grande (N), Portimão (E) e Odiáxere (O). 
Orago da Freguesia – S. Salvador de Alvor.
Actividades económicas – Agricultura, hotelaria, restauração, turismo, comércio, construção civil e pesca.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Castelo de Alvor


O Castelo de Alvor, também denominado como Castelo de Albur ou Forte de Alvor, localiza-se na vila e freguesia de Alvor, Concelho de Portimão, Distrito de Faro, em Portugal.

Em posição dominante sobre uma elevação, fronteiro ao oceano Atlântico, é considerado um expressivo monumento militar no Algarve, tendo a sua história associada ao do vizinho Castelo de Silves.

A recente pesquisa arqueológica evidenciou que a primitiva ocupação humana deste local é muito antiga, aqui tendo se localizado Ipses, um importante centro comercial pré-romano fortificado, que manteve a sua atividade durante a ocupação Romana e após. À época da ocupação Muçulmana, o sistema defensivo deste povoado se adensou, embora não esteja ainda totalmente compreendido pelos estudiosos: a defesa proporcionada pelo castelo Mouro era reforçada por redutos complementares, entre este e o mar.

No contexto da campanha da conquista de Silves, Sancho I de Portugal (1185-1211), tentou a tomada de Alvor desde 1187. Mais tarde, com o reforço de uma armada de Cruzados oriundos da Dinamarca e da Frísia, assaltaram e conquistaram o Castelo de Alvor (1189), antecipando o cerco e tomada do Castelo de Silves, na dependência de quem se inscrevem. A posição de Silves foi mantida pelos cristãos até 1191.

Embora tenha se mantido como uma das principais povoações do Algarve, devido à excelência de sua enseada, aqui tendo falecido o rei D. João II (1481-1495), não foram localizadas informações acerca da evolução da arquitectura militar da vila e seu castelo.


À época da Dinastia Filipina, na passagem do século XVI para o XVII, no contexto dos conflitos entre a Espanha e as potências do Norte, as fortificações marítimas algarvias foram modernizadas e reforçadas. Sobre Alvor, Alexandre Massai, engenheiro-militar napolitano a serviço da Espanha, referiu a sua defesa como um fortezinho pequeno, quadrado (Descripção do Reino do Algarve..., 1621), ineficaz diante da capacidade da artilharia da época. Esse motivo contribuiu para o abandono da estrutura, em favor de novas fortificações, concentradoras de forças em pontos-chaves do litoral sul de Portugal.

Diante da perda de sua função defensiva, o castelo foi progressivamente sendo envolvido pelo crescimento da povoação ao longo dos séculos, vindo a cair em ruínas. Em fins do século XX, o castelo foi considerado como Imóvel de Interesse Público, por Decreto de 25 de Junho de 1984, tendo sido transformado em um jardim infantil, em comemoração à conquista cristã da vila.

O castelo apresenta planta quadrangular, com as suas muralhas, à moda islâmica, erguidas com blocos de pedra irregulares dispostos horizontalmente, elevando-se a mais de cinco metros de altura em diversos trechos. A existência de um adarve é deduzida pela existência de uma escada adossada ao setor sul da muralha, embora o estado atual do monumento não permita afirmar se os muros eram ameados.

A porta principal de acesso, em cotovelo, é o último elemento original remanescente, acreditando-se que tenha sido originalmente defendida por uma torre albarrã. A leste, observam-se os restos de uma torre que, conforme a sua altura, teria permitido a observação do movimento na enseada. Acredita-se que o atual Castelo de Alvor corresponda apenas à primitiva alcáçova islâmica. A vila também deve ter sido originalmente cercada por uma cintura de muralhas, que não chegou até aos nossos dias.

sábado, 10 de agosto de 2013

História de Alvor

Alvor é uma freguesia portuguesa do concelho de Portimão, com 15,25 km² de área e 6 154 habitantes (2011). Densidade: 403,5 hab/km².

Limita com as seguintes freguesias: Mexilhoeira Grande (N), Portimão (E) e Odiáxere (O).

Terra de tradição marítima e piscatória, de profundas crenças religiosas, assinaladas pela Igreja Matriz, donde se destaca o seu pórtico principal de grande riqueza decorativa, esteve desde sempre sujeita aos infortúnios da faina e infortúnios do mar. Hoje, paralelamente com a pesca de cariz artesanal, a restauração, o comércio e o turismo são as actividades económicas principais.

Alvor é conhecida pelas suas praias e pela sua aldeia piscatória junto à foz do rio.

Em Alvor faleceu, em 25 de Outubro de 1495, el-rei de Portugal D. João II. Pouco tempo depois, D. Manuel elevou-a a vila sede de concelho, estatuto que viria a perder no início do século XIX. O pequeno município era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 1 288 habitantes.

Embora seja costume ouvir os visitantes ou pessoas de fora chamar "O Alvor" à vila, quando a designação "O Alvor" se refere ao rio com o mesmo nome. Para alguém se referir a Alvor, simplesmente deve indicar Alvor ou vila de Alvor.

O nome desta vila, contrariamente ao que se poderá pensar, não significa alvorada, início do dia, mas sim fortaleza, castelo, derivando do árabe al-burdj.

A sua principal indústria é o turismo.

Existe um aeródromo em Alvor (montes de Alvor/Penina), conhecido frequentemente por (PTM) /Portimão.